A RELATIVIDADE DO TEMPO BÍBLICO – EINSTEIN EXPLICOU

Algo que passou desapercebido pelos cristãos  até este ano, muito simples e fácil de ser compreendido, foi a relatividade do tempo na Bíblia ensinada objetivamente pelo Apóstolo Pedro em:

2Peter 3:
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.

O que vemos neste versículo são ensinos por demais interessantes, pois ele estabelece uma importante relação entre os dois planos onde habitam os seres viventes que conhecemos: as potestades celestiais e nós, seres humanos aqui na terra: uma relação espaço-tempo.

Devemos compreender que nossa existência e o nosso mundo obedecem as Leis da Física, que também são Leis de Deus, pois foi Ele que as criou. Sendo Leis de Deus, devemos entendê-las como Leis que também devemos amar, ou que devemos acreditar e respeitar. Conhecê-las e respeitá-las é a demonstração de que amamos a Deus.

Vejamos alguns princípios contidos nas palavras do versículo 8 de 2Pedro 3:

1)      Existem no mínimo dois “lugares” ou “planos” distintos. Em um habitam as potestades celestiais como Deus e Cristo, e podemos chamar este “plano” de “céu”. Vemos Paulo se referir a este plano de duas formas: como simplesmente “céu” ou como “terceiro céu” (2Coríntios 12:2).  Portanto existem duas formas de entendermos as coisas sobre o plano espiritual.

Se há três “céus”, podemos compreender como sendo o nosso céu o primeiro (o plano da terra), como o “segundo céu” o “ambiente mental” ou “plano espiritual” imediatamente em contato conosco (“mais próximo” da terra), e ainda o “terceiro céu” como sendo o lugar espiritual muito distante do segundo e primeiro céus, e por este motivo vemos sendo criada por esta “distância” a relatividade do tempo ensinada no versículo acima, vista mais a frente.

2)      A distância entre a terra e o “céu” o qual se refere o versículo é muito grande, o que pode ser provado pelas Leis que Deus estabeleceu e permitiu que Albert Einstein equacionace na sua teoria da relatividade. Esta “distância” também pode ser deduzida pelas vezes que vemos o nosso Senhor Jesus se referir a “ir e voltar”, “enviar” (o consolador) e outras viagens que seriam necessárias fazer para ir ao Pai, nos dando a informação que não é tão simples o “ir” e “vir” entre estes locais (a terra e o céu onde estão as potestades).

3)      Existe matéria também no segundo e terceiro céus, pois se há medição de tempo, necessariamente existe matéria que se desloca no espaço. Claro que devemos entender  “energias” também como sendo “matéria”. Assim, sendo Deus e as potestades celestiais formas de energia, realmente devemos compreender como havendo uma certa “massa”, e assim gerando “deslocamentos” no espaço, fazendo surgir o “tempo”. Enfim, algo parecido com isso, análogo a isso para as Leis que possam reger estes planos e as interações entre estes.

4)      Existe uma velocidade relativa entre o “céu” onde está Deus e o nosso plano aqui na terra, cuja constante resultante de conversão do tempo entre estes planos foi perfeitamente estabelecida por Pedro, ao definir como passados mil anos aqui a cada dia lá.

Estas informações contidas nas linhas deste maravilhoso versículo de Pedro, estabelecem a perfeita compreensão de muitas doutrinas bíblicas, pois nos permite compreender o tempo bíblico de forma a não mais ficarmos escravos de nos vermos obrigados a “encaixar” todos os eventos numa única linha de tempo.

Se tomarmos todos os eventos e formos coloca-los dentro de uma única linha, necessariamente vamos ter de atribuir valores simbólicos em algumas passagens bíblicas, pois não existe como harmonizá-los tomando seus valores como precisos.

Vamos tentar entender agora o que seria a “teoria da relatividade” prevista por Pedro e equacionada por Einstein, direcionada para o nosso caso. Se o leitor desejar, o “link” acima o leva até uma bem mais detalhada explicação.

Num exercício de física no curso que fiz de engenharia, tínhamos de calcular o tempo de viagem de uma nave espacial considerando alguns dados, sendo os principais: “massa” da nave e da terra, velocidade da luz para a velocidade da nave, e uma distância muito grande entre a terra e o planeta origem da destino da viagem.

O objetivo era calcular o tempo de viagem medido por dois observadores: um observador localizado dentro da nave, e outro observador localizado na terra. Dois observadores, dois referenciais de medição diferentes… quantas respostas?

Pelas equações de Einstein, resolvi o exercício e a viagem da nave para quem ficou na terra durou 18 anos, mas para o observador localizado dentro da nave durou apenas 2 anos. Foi encontrada uma resposta para cada observador. Como um dos resultados práticos desta teoria equacionada por Einstein, vemos que se o astronauta acabasse de ver nascer seu filho um pouco antes do início da sua viagem, ele a faria e voltaria apenas dois anos mais velho e, chegando na terra, encontraria seu filho já com 18 anos de idade! Incrível não?

Mas Einstein provou que isso aconteceria usando as Leis da Física, mesmo tendo como dificultador da comprovação de sua teoria a impossibilidade de alguém ou algo viajar na velocidade da luz (300 mil km/segundo) ou acima, de forma a haver condições de medição de velocidade no referencial do objeto que se move. Por isso é ainda apenas uma “teoria”.

Mas aplicando isso ao nosso caso em 2Pedro 3:8, vemos que Pedro estabelece o conceito de “onde está o observador” na hora de se medir o tempo de duração de um evento narrado nas Escrituras. Se o contexto da passagem está sendo considerado espiritualmente, ou seja, no plano espiritual onde estão as potestades celestiais, então teremos para as medidas de tempo um valor para o evento em questão, mas se o contexto do evento se refere de alguma forma a questões aqui da terra, então este mesmo evento mencionado na passagem terá outro valor para sua duração medido pelos que estiverem aqui na terra: existe uma relatividade na medição dos tempos bíblicos.

Existem dois planos, dois locais diferentes, um só evento que pode ser medido por dois referenciais de observação diferentes gerando cada referencial um valor diferente de duração para este evento. Um observador está no plano espiritual onde estão as potestades celestiais e o outro observador está na terra, onde estamos.

Para compreendermos exatamente o que está sendo dito nas passagens da Bíblia devemos, nas situações que exigem, considerarmos a “conversão” do tempo para os nossos parâmetros aqui na terra. E Pedro estabeleceu a “constante de conversão” do tempo entre o plano espiritual onde estão as potestades celestiais e o plano aqui na terra como sendo um dia lá equivalendo a mil anos aqui.

2Pedro 3:8 estabelece isto por afirmar este princípio uma vez em cada referencial (duas vezes ao todo).

Como a mais importante aplicação deste ensino não compreendido pela igreja durante todos estes anos (reservado apenas para agora ser compreendido – Daniel 12:4,9), está o significado da expressão “dia do julgamento”, “aquele dia” ou “o dia do juízo”. Todos estas expressões são relativas ao  plano espiritual, e significam para nós que estamos aqui na terra um período de tempo de mil anos de duração no nosso calendário.

Devemos usar o mesmo  princípio para compreender os primeiros mil anos do reinado espiritual de Cristo na terra (Apocalipse 20:4). Eles devem ser entendidos como mil anos em nosso calendário, mas representam apenas um dia espiritual no plano onde estão Cristo e Deus.

Mas devemos aprender que entre o local onde estão Cristo e Deus (“terceiro céu” – 2Coríntios 12:2) e nós aqui, existe ainda um local que pode ser chamado por dedução de “segundo céu”, ou seja, um plano ainda espiritual intermediário ou até mesmo aqui próximo (em termos de “distância”) onde se mede o tempo da mesma forma que nós, por um mesmo “referencial”. Seria este “segundo céu” como o local espiritual que as potestades celestiais devem estar para terem eliminados seus deslocamentos relativos (ou seria “velocidade relativa de pensamentos”?!) de forma a possibilitarem contatos por “inspiração“.

Esta equalização é fundamental e pode ser concluída com o próprio Senhor Jesus fazendo referencia a “viagens” ou deslocamentos que potestades como o “consolador” deveriam fazer para estarem aqui atuando dentro dos seus propósitos ( João 16:7Lucas 1:19).

Mesmo estes assuntos sobre o plano espiritual sendo relativos ao “pensamento” e coisas da mente, temas que tratam de coisas imateriais, pois cremos que se tratam de formas de “energia”, devemos entender que existe de alguma forma uma relação entre eles que resulta na relatividade da medição do tempo medidos nestes locais, que resultam numa velocidade de deslocamento relativa e constante entre eles.

Com isso podemos compreender de forma clara que na vinda do nosso Senhor Jesus poderemos ter iniciado o Seu Reinado na terra objetivamente e em tempo real, pois o plano espiritual onde Ele estará já estaria “equalizado” com o nosso referencial, ou seja, Ele estará com Seus pensamentos e ações em velocidade coordenada com o nosso referencial, de forma a atuar em tempo real em nossas mentes.

Essa segunda vinda de Cristo seria como o Reino dos Céus mencionado nos Evangelhos chegando finalmente até nós “deste lado”, de forma que não houvesse mais esperas nas interatividades com Cristo e nossos irmãos espirituais que já estão chegando.

Como resultado desta proximidade com a nova família de um Filho de Deus, as orações destes, por exemplo, seriam imediatamente atendidas. Esta é um excelente forma de sabermos a proximidade de Cristo e dos sacerdotes da primeira ressurreição (Apocalipse 20:6). Vejamos quanto tempo levam nossas orações para serem atendidas. Sinceramente creio que Ele está a caminho e quase aqui, se já não haver até chegado, e tudo o que é pedido está sendo atendido cada vez mais rápido.

Com a chegada também dos irmãos que ressuscitarão e estarão em seus corpos espirituais também equalizados no nosso referencial, passará toda a humanidade a ter “insights” poderosíssimos sobre a Lei de Deus, sobre as Verdades de Deus, onde os que receberem a capacidade de compreender estas coisas e de se verem pecadores e necessitados de saberem mais sobre estas Verdades de Cristo (João 7:37), recorrerão à Bíblia e a lugares como este blog, para saberem o que está acontecendo com suas mentes e clamar finalmente por misericórdia.

Será para nós aqui na terra um período de mil anos em que Cristo e Seu exército estarão de forma objetiva atuando no reconstruir o reino pela conquista de todas as mentes escolhidas dos homens, mentes que foram destruídas pelo pecado.

Alegam aqueles que não conhecem esta relatividade do tempo ou não a consideram, que a expressão “mil anos” de Apocalipse 20:1-7 representa um “período completo de tempo” em que Cristo reinaria desde a Sua ressurreição até hoje, desconsiderando estes “teólogos” o princípio ensinado por Pedro em 2Pedro 3:2,8.

Não houve até agora reinado de Cristo algum neste mundo da forma como está prometido ser com a Sua vinda. Ora, um Rei justo e fiel permitiria tantas injustiças, tantos absurdos que se vê e se viu em todos os cantos deste planeta e nas mentes de seus habitantes até hoje? É TOTALMENTE ÓBVIO QUE CRISTO NÃO REINA NESTE MUNDO AINDA, mesmo que a vontade de Deus e seus propósitos estejam sempre sendo perfeitamente aqui obedecidos.

Cristo reina apenas nas mentes dos que foram salvos e através do Seu Santo Espírito, não ainda de forma direta como prometido em João 16:25 nas mentes de todos os homens. Para isto quando voltar com o Seu exército (ler sobre isto AQUI), derrotará as potestades que hoje dominam este mundo, e então as mentes dos homens não mais crerão mentiras (ler sobre isso AQUI). Este é o Julgamento que todos sofrerão, ao sentirem o efeito da Lei (Cristo) em suas mentes (fogo consumidor).

Estes  parágrafos acima dizem muito. É fundamental dar atenção a eles e ler alguns versículos que trazem estas expressões sobre “dia do juízo”, “aquele dia”, etc. Usem chaves bíblicas e leiam alguns. Percebam como é totalmente possível (e determinante) entendermos que estas expressões  sobre o fim dos tempos representam de fato “mil anos” em nosso calendário, em todos os contextos.

Nada nem nenhum verso em toda a Bíblia impossibilita que o “dia do juízo” ou “aquele dia” seja um período de tempo equivalente a mil anos para nós aqui na terra. ISTO É MUITO IMPORTANTE.

Não sendo objetivo deste texto, todo o Livro do Apocalipse deve ser visto sob estas lentes da relatividade do tempo. Compreendendo que o “dia” que João mencionou em Apocalipse 1:10 é espiritual, vamos passar a ler as linhas deste Livro de forma diferente. Veremos que muitas coisas que se acreditam que já aconteceram, ainda estão por começar. Serão mais mil anos para que todas as profecias descritas ali aconteçam completamente.

As linhas de Apocalipse vistas sob as lentes da relatividade do tempo de 2Pedro 3:8  tornam as mensagens impressionantemente claras. Nós precisamos nos permitir deixar de crer no paradigma antigo, o qual é impreciso, enganador e nos leva a acreditar em coisas que não existem.

Precisamos vestir as “lentes” desta relatividade, bem como as “lentes” da correta forma de se compreender o que são “mensagens espirituais” nas Escrituras, coisas que a maioria das pessoas não compreendem e fazem muita confusão. A Bíblia poderá fazer muito mais sentido do que até então para os que se apresentarem de forma “mansa” diante destas doutrinas.

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